Skip to content

O assassino que tentava o bem

20/11/2011
tags:

Na longínqua cidade de Passaredo da Redenção vivia um homem cuja fama de catalisador da desgraça alcançou os ouvidos do homem mais rico da região, que o convidou para um jantar em seus aposentos.

A surpresa não poderia ter deixado de tomar conta do ambiente. A despeito do que todos imaginavam, Francisco, o Salvador, não tinha nada de intimidador na sua frágil aparência e lânguido comportamento e, diferentemente do que todos supuseram, seus métodos não envolviam o uso da violência, tampouco da morte. O grande acontecimento daquela noite foi saber que a terrível reputação que Francisco, o Salvador possuía era fruto de suas tentativas arrojadas, porém, malsucedidas de fazer o bem, como na vez em que um casal, ávido por amor, mas impedido por um pequeno atrito que envolvia o irmão da moça, caloteiro fino, e o pai do rapaz, que tinha a convicção que seria novamente usurpado pela corja do audaz trapaceiro caso seu filho se relacionasse com mais uma daquele bando de desleais porcos da sociedade passaredense, procurou Francisco, o Salvador, pois ouviram sua fama de resolver problemas amorosos. O plano era enviar uma carta, assinada a punho e letra pelo casal, para cada uma das famílias, relatando o elevado estágio de amor em que se encontravam, mas que era rejeitado pela terra, então só o céu poderia ser seu lar. Logo após o envio, foram levados a um buraco longe do vilarejo e lá ficaram vivendo apenas de amor – e alguns mantimentos, durante dois dias. A grande tragédia dessa história é que o tal buraco, ao invés de ser um refúgio enquanto o plano movia as famílias a um fim comum, a memória de seus filhos, era nada menos que o depósito de terra de uma construção, soterrando o casal com toneladas de terra despejadas por uma estranha aparelhagem do futuro. E o objetivo de unir as famílias também fracassou, visto que cada uma pôs a culpa da morte do filho na outra, incitando um ódio mortal entre elas que culminou numa das mais sangrentas desavenças familiares da história de Passaredo da Redenção, conhecida como “A Semana Negra”. Para o homem mais rico da região, aquilo não era uma má notícia. Pelo contrário. Esperava justamente que esse fosse o resultado da intervenção de Francisco, o Salvador, não importando seus métodos.

A filha d’o homem mais rico da região, educada desde nova para ingressar no convento e seguir a opção de freira, por sonho da mãe, freira corrompida pelo dinheiro, havia sido levada ao caminho da perdição quando se envolveu com um filho de ninguém. Além de perder a inocência com tal rapaz, com quem era vista cometendo os piores atos de vandalismo, ousou desrespeitar a tradição da família ao recusar um valioso amuleto em forma de lagarta, utilizado desde sempre pelas mulheres da família, sob a alegação de que “borboletas como eu não se rebaixariam ao nível de uma vulgar lagarta; e sorte é para os incompetentes.”

Assim, o principal objetivo daquele homem com o ego tão ferido era cometer a maior loucura que se pode conceber a um humano: queria a morte da filha, e Francisco, o Salvador, seria o incumbido de árdua tarefa. No momento da conversa, Francisco, o Salvador, não permitiu que transparecesse a angústia criada no seu peito, mas, horas depois, ao sair da casa d’o homem mais rico da região, se derramou em lágrimas tantas, que foram aproveitadas pelos lixeiros da cidade para limpar as calçadas.

Três dias de sono não foram suficientes para apaziguar a consciência daquele homem, mas os sonhos sugeriram uma alternativa que agradou à medida que era viável sua execução. Se, até então, Francisco, o Salvador, queria praticar o bem mas sempre era surpreendido com a ocorrência do mal, se fizesse o oposto provavelmente livraria a moça e seu namorado de tão dura pena almejada pelo pai. De toda forma, não poderia ser mal-julgado, pois faria pôr à prova os seus planos maquiavélicos. Era o plano perfeito – e o pôs em prática imediatamente.

Nos quatro cantos de Passaredo da Redenção se sabia que a moça Arete e seu namorado Bartô eram figuras certas nas farras onde quer que elas acontecessem. Eram dotados de uma espécie de onipresença unicamente para a diversão. Francisco, o Perspicaz, arquitetou seu plano de acordo com a realização das próximas farras marcadas para aqueles dias. Tinha em foco primeiramente seguí-los e entender seus gostos e rotas. Depois, tentaria se aproximar deles, ainda que superficialmente, apenas o necessário para ficar com seus copos por um instante enquanto fossem dançar, por exemplo, para que executasse o golpe final: dissolveria um pó de mandioca crua em suas bebidas para que morressem envenenados. Era um plano original e muito bem elaborado diante do que se poderia exigir de Francisco, o Salvador.

A primeira etapa foi cumprida com êxito. A observação do casal hedonista, de fato, ocasionou boas risadas a Francisco, o Vigilante, tal qual a noite em que os dois jovens, no ápice de sua fantasia e desejo, se agarraram com um objetivo muito bem traçado, mas foram surpreendidos por um cãozinho perdido, que começou a esvaziar suas coisas, e seu dono, extasiaextasiado por encontrar o tão precioso amigo. A segunda etapa transcorreu naturalmente, pois os praticantes da farra eram muito cordiais e viviam, enquanto durava a diversão, em profunda comunhão de pertences. Francisco, o Aproveitador, foi logo apresentado a Arete e Bartô, muito queridos naquele meio. Foram necessárias quatro noites de bebedeira e conversação para que o plano pudesse se consumar. Num sábado, ocorreu justamente a situação que Francisco, o Vidente, imaginou. O casal de jovens foi dançar e deixou com Francisco, o Cruel, seus copos, ao que imediatamente se seguiu a dissolução do material tóxico. Como tudo na atropelada existência de Francisco não era prontamente consumado, tão de repente quanto um susto apareceu um rapaz que não se sabia como ainda estava de pé, devido a enorme quantidade de álcool ingerida e caiu de boca no copo da mão direita de Francisco, o Frustrado, bebendo toda a amaldiçoada bebida de um gole só. Ao ver a situação agonizante do rapaz, que já exteriorizava os sintomas de uma morte trágica, os ali presentes olharam inquisidoramente a Francisco, o Encurralado; e culminou com um grito pavorosamente estrondoso e indicador de Arete, entendendo o que acabara de acontecer.

Francisco foi barbaramente linchado pelos hedonistas. Não exclusivamente pela morte do rapaz, que estava com os dias contados por ter contraído uma doença incurável e por isso queria esbanjar; mas também por ser encarado como um torpe objeto submetido aos mandos e desmandos do dinheiro. No fim das contas, o secreto objetivo de Francisco, o Injustiçado foi concretizado: o povo ficou do lado do casal, não por preferência, mas por exclusão, já que continuavam a ser vistos com desconfiança na sociedade comum; o pai de Arete deixou de ser um grande homem e passou a ser a personificação da crueldade e precisou fugir para não ser devorado pelos animais selvagens que foram soltos em sua casa. Mas para todo o resto, isso não importava, e até era desconhecido, e Francisco, o Salvador, sem saber se ria ou se chorava, se deixou levar à forca, e depois à cova, em cuja lápide se lia “Francisco, o Mesquinho”.

Tempo

19/11/2011

Enquanto destino prega peças em você, o meu me sacaneia, humilha mesmo, só para mostrar quem tem o poder! E nessa hora, um anjo lindo me fala do tempo, dar tempo, que o tempo proverá. Mas o tempo é só uma pequena esfera na nossa mão… uma pequena e relativa esfera, ainda que indestrutível. E ela caleja nossas mãos, enruga nossa face, pinta ou tira nosso cabelo, rouba nossa força. Mas sempre vai ser apenas uma pequena esfera nas nossas mãos. Aprenda a manipulá-la, e fazer aparecer o que ele tem de melhor.

Não é ser rebelde, nem tem nada haver com o grunge. Apenas não espero que o destino me surja com uma morena imaculada e linda pousando no meu colo. Ademais, quando isso acontece, o destino trata de criar fatos que me torne incapaz diante dos fatos. É sobre ser mais rápido do que o que está escrito, e roubar a caneta. Pegar o destino de surpresa e aí começar a me guiar. E se isso não for possível… Não me diga! Me deixa sonhar que o que faço não estava escrito!

As pessoas esperam a pessoa perfeita, ao passo que discordam do amor eterno! Faz sentido? Sabe qual é pessoa certa? Aquela que você quiser ou conseguir fazer que seja. Ninguém é perfeito, mas a gente pode moldá-lo aos nossos anseios. A relação perfeita está, exatamente, no sucesso desse artesanato.

Então, o tempo não vai te dar nada, além de rugas e cabelos brancos (se ainda tiver). Cabe a você dar ao tempo o que espera ver no futuro e como espera ver. E se isso não for o que estava escrito… a gente rasga essa página e reescreve a vida na seguinte!

Sem

07/11/2011

Depois de anos envolto pela névoa do esquecimento, podia de novo sentir-se a si mesmo. A reconfortante sensação de domínio sobre si mesmo havia deixado de existir, mas havia agora uma fagulha, emanada não-se-sabe-de-onde, que fez seu âmago ressuscitar. Talvez as memórias de um passado longínquo despertaram a sensação de vazio em um pedaço de sua vida. Parecia que em determinado momento, tinha deixado de existir por completo. Nada mais doloroso que o tempo perdido!

Tinha planos: o imediato era reconstruir o espaço de existência branca na sua trajetória, revendo os amigos, que diziam desconhecer aquele novo que se mostrava insistentemente na forma do antigo, grande pessoa, e dizer, em voz alta, de peito cheio: “Eu voltei!”; depois, cuidaria de reestruturar sua vida, procurar um emprego, uma mulher, quem sabe. Depois de anos…

Andando à rua sentia uma tênue sensação de desconforto, estava mesmo ali? E ali era onde queria realmente estar? Olhares tortos fuzilavam sua carne e atormentavam sua debilitada mente. Tomou a si mesmo à casa do seu melhor amigo.

Se o tempo não foi cruel comigo, ele ainda mora aqui. Queria exercitar a amizade, um rosto amigo seria crucial nesse retorno, mas ninguém responde. Do lado de dentro da casa havia apreensão e receio por abrir a porta, que, excitada por aquele momento, escancarou-se subitamente. Do lado de fora, fitou aquele olhar seco e apático e foi o necessário para compreender que o tempo não foi tão camarada assim.

Nas ruas buscava um alento de olhares desconhecidos. Parece que sua existência novamente começara a se desintegrar. O reflexo nas poças d’água era fraco, sua presença era sentida com um esforço que ninguém queria promover, era o fim. Terminou sem amigos, sem história, sem planos, sem si mesmo, sem nada. Fadado ao esquecimento.

06/11/2011

Esperando você voltar para onde nunca saiu
Enquanto o ukulele entoa o canto dos mares
A saudade canta acordes menores com nona
O choro dança no compasso duma valsa triste

Vãs palavras em versos toscos são tão inúteis
Quanto simplesmente não ter qualquer ação
Calcular todas as possibilidades é erro grave
Amar é tão imensurável quanto imprevisível

Enquanto eu grito para o mundo que te amo
Faço o violão chorar os acordes de estrelas
Harmônico e um pouco desafinado como eu
E um tanto incertos quanto a próxima canção

Ainda temos sim todo o tempo do mundo
Apenas não temos o nosso próprio tempo
O tempo dos tempos opostos no destino
Mas de que vale o tempo no imensurável

Tempo é para murmúrios dos mal-amados
Na vigência do amor somos a prova de datas
E a maior prova disso é a tão imensa saudade
E a maior prova de nós é querermos sim

Damião não sabe rezar

04/11/2011
tags:

Em estado de graça pelos últimos acontecimentos, Damião queria aproveitar o bom momento. Da fartura na mesa à prosperidade nos negócios, havia um clima fértil em sua casa. Sem pensamentos negativos, sem abrir a porta pro demônio, tudo “conforme os desígnios do Senhor”, dizia sua mãe, religiosa praticante, como toda a ascendência.

A descendência, por sua vez, estava arruinada. Damião era o mais velho de quatro filhos – três homens e uma moça e nenhum deles seguiu as tradições familiares. O primogênito era tanto azarado quanto desastrado, embora trabalhador, de maneira que todos se admiraram com sua aparente prosperidade econômica. Foi deixado pela ex-mulher, que acreditava piamente nunca ser feliz com aquele fracassado em sua companhia; o segundo era uma fera indomável, não havia mulher, trabalho, religião nem nada que o colocasse nos eixos; o terceiro era um rapaz melancólico, avesso a multidões, barulho, contato humano. Queria mesmo escrever, ainda que não obtivesse sucesso: o importante era extravasar suas angústias; a última, a moça, era uma incógnita: ninguém sabia se era recatada ou uma sensual máquina de desvirginar rapazinhos; houve um boato de estar grávida, mas, nunca se soube na realidade – ou abortou ou deu à luz sem que ninguém percebesse ou era apenas um boato mesmo. Assim, era um quebra-cabeça infernal, pois quando se imaginava querer leite, alvoroçava a casa querendo café. Tais eram os irmãos, que não sobrou espaço em suas desconcertadas cabeças para a religião. “Também, com o funaré que foi a educação de vocês, não poderiam sair boas peças”, dizia a bisavó.

Numa quinta-feira ensolarada Damião foi à ruína. Naquele momento ninguém soube o que fazer. Uns acreditavam ser castigo do céu, pois não criam que rapaz tão azarado pudesse enriquecer daquela forma senão por maneira contrária à ética divina. Outros acreditavam que era a lei da compensação – o que vem fácil, vai fácil. Nem um, nem outro: conforme se descobriu muitos anos mais tarde, Mateus, o segundo irmão, se perdia no jogo e na farra, e usava secretamente do dinheiro de Damião. Assim como esperado, na família houve uma grande comoção com o fracasso de um igual e todos se uniram para uma grande oração de uma semana em favor de Damião, rapaz bom como esse merece sorte melhor na vida. Mas Damião não sabia rezar, nunca soube. E mesmo que soubesse, já estava decidido.

Velha capital

02/11/2011

Um tarde comum de um dia qualquer
Em lugar nenhum, onde há tanta da fé
Um cheiro que a água deixou na terra
Carrega os sonhos para longe da serra

Lá onde a água molhava uma criança
Lá na terra do doce, bola e esperança
Os verões traziam sorrisos e cicatrizes
E a toda chuva hão de lembrar felizes

Um menino esquecido, infelizmente
Porém sempre vivo dentro da mente
Em lugar qualquer do meu coração

A criança que corria na rua da gente
Lembra a velha capital solenemente
E sempre sorri a cada novo verão

01/11/2011

Saindo do trabalho, era uma noite limpa, céu claro de estrelas. Sentei-me na praça, esperando o motorista chegar! Acendi um Gudang Garam, para relaxar um pouco depois do dia exaustivo. De repente me peguei contando as estrelas que apareciam e sumiam entre a fumaça… parei na 23ª…

Foi o dia em que a gente se conheceu. Tão linda, num vestido simples, mas perfeito nela! Setei-me ao seu lado no Bar do Xandão, e começamos a conversar. A partir daí é mesma estória de todos os casais, encontros, beijos, sexo e declarações. E me sentia feliz. Não sei se foi amor, mas do que senti até hoje foi o mais forte de todos. Até uma quarta-feira chuvosa… Ela me disse o que não devia ter dito: Estou grávida.

Minha primeira reação foi a mais óbvia: Aborta, some com essa criança, não tem, enfim, não dá! Saí desesperado, naquela época, em um Fusca Itamar, novo. Me entreguei à fraqueza do vício e bebi, mais que jamais bebera antes. Bebi, como se ébrio fosse possível esquecer. Entra em choque o futuro e o amor. Optei por meu futuro.

No dia seguinte, arrumei as malas e vim para o sudeste. Consegui um emprego de analista júnior, nas empresa que hoje sou presidente depois de longos 25 anos. Confesso, com certo remorso, que não tive mais notícias dela nem do que foi da criança. E todo rapaz que passava com 25 anos, mais ou menos, pensava poder ser meu filho. Isso até me consume e entristece. Mas afinal, a gente foi jovem um dia, e fez coisa errada. E também, já não cabe mais lembrar. Estou tão longe e tão bem agora, talvez tenha sido o certo.

De repente, no meretrício da esquina avistei um vulto vindo em minha direção. Era um mulher um pouco castigada, roupas sujas, mas um tanto recatadas para esse tipo de mulher, e rosto delicado, ainda que sofrido. Aproximou-se, sentou-se ao meu lado, pensei em levantar-me e ela me pediu que não. A voz me pareceu familiar, mas tão longe e tanto tempo depois… não podia ser ela!

– Não se preocupe não vou roubá-lo, Sr. Uster Ramires!

Ela sabia meu nome, olhei-a nos olhos… No sofrimento do olhar daquela mendiga, eu vi, Lavigne Santiago! Era ela. Inerte, não esbocei pretensão alguma de dirigir-lhe a palavra. Então ela continuou:

– Então, as coisas mudaram! Há uns 20 nos atrás, teria ganho um beijo! Mas tudo bem. Creio que não saibas o que ocorreu comigo, afinal foste embora na quinta pela manhã. Então vou contar-lhe: Abandonada e sozinha, cheia de sonhos infantis, não o obedeci. Mantive a gravidez, no quarto mês já não dava para esconder. Então tive que conversar, sozinha, com meus pais. A despeito das minhas pretensões inocentes, meu pai não aceitou da mesma forma que eu, creio que aceitou da mesma forma que você. Então ele me espancou, com tanta força e objetos que nem lembro mais o quanto e quais. E me expulsou de casa. Perdi meu filho, ou nosso filho, na mesma noite devido a surra! Sem emprego, sem estudo, sem teto, sem família, sem você, tive que me manter do jeito mais difícil. Sustento meus vícios e fome com caridade de quem tem uma moeda que lhe seja dispensável. Minha fútil educação não me deixa roubar. Ganho dez, cinquenta centavos e quando alguém dá-me um real, nossa que alegria! Às vezes, quando a abstinência fala mais alto, e não tenho tantas moedas, vendo meu corpo por pouco mais de cinco reais, isso me rende duas pedras e alguns pães! Vim parar aqui com um caminhoneiro que me drogou, estuprou e me largou naquele meretrício. Não sei onde estou, nem tenho como voltar.

Com disfarçada alegria de vê-la novamente, lembrei da música de Benito de Paula, Ah como eu amei! Mas no fundo e monstruosamente forte, senti um alívio, por não ter sido pai, logo, nenhum jovem de 25 anos pode ser meu filho. Cortado de pena, olhei para aquela mulher tão sofrida, com os olhos tristes… os mesmo que vi pelo retrovisor do meu Itamar, ainda incapaz de proferir qualquer expressão, tirei do bolso algo em torno de R$ 124,00. O meu motorista chegou, então dei-lhe a quantia que talvez desse para voltar para o lugar de onde veio, para comer algo e comprar algumas pedras, é claro. E parti novamente, dessa vez, sem nem olhar para trás.