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Pedras sem nexo

23/12/2011

Eu vejo o mundo bem, mas eu enxergo tão mal
Pedra por pedra a gente constrói castelos
A questão é que às vezes são castelos de areia
Vocês consideram a fragilidade da construção
Eu só só me preocupo em contar as pedras

Considerando que há pedras no caminho
Uma pedra grande pesa, mas é só uma
O mesmo espaço ocupado grãos de areia
Tendo que ser removidas um a um…
Creio que acaba por pesar um tanto mais

Mas as pedras viram areia, areia poeira
A poeira esvaece-se quando a águia voar
E adere aos pelos, à pele, adere aos corações
São só manchas que dão aparência envelhecida
À face que o tempo já socou, sulcou e soltou por aí

A questão é o valor que se agrega ao peso da pedra
Importa a razão para que essa pedra esteja ali
E importa mais ainda a motivação para que ela saia
Às vezes, valem a pena os calos, o sangue, as cicatrizes
N’outras, melhor apenas voltar

Não é por ter uma pedra que a gente tem que tirar do caminho
Esqueça a estupidez e os versos de rodapé de agenda
Sangre pelo que acredita que valha a pena lutar
Mesmo que esteja errado, coragem é lutar por um ideal
E não meter o peito para bala perdida, isso é burrice

 

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