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Tombar

28/09/2011
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Descendo o rio, acompanhando os heróis

Homens de rosto difuso, rosto esquecido

Olhamos com temor os clarões da aurora

Os gritos de guerra são ouvidos com diligência

A mão do comandante já escolheu

os que serão tolhidos no campo da morte

As ceifas vão em ofício interminável

Os corpos emanam o sangue dos jovens com ódio

Antes desejosos de glória, agora com almas ansiosas por paz

Os jorros com fragorosa prontidão

obedecem ao capitão

Quando ao fim do dia o sangue encontra a cintura dos homem

A carnificina se espraia com o cheiro da carne queimada

Escolhendo a carne que ostenta a podridão

Os únicos que venceram foram os abutres

Com a carne rasgado de nossos filhos

Em suas garras como o último abraço esquecido

Em nosso último segundo em nossa casa

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One Comment leave one →
  1. 12/10/2011 00:42

    Arregaçou! Excelente. Você foi bastante gráfico no poema, eu diria.

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