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A criança

27/01/2011

Olhei bem… e havia uma criança lá. E ela valsava com a leveza do vôo do condor… Com dor? Não. A leveza de que não tinha o coração carregado de futlidades que se jugam essenciais, de quem tem a vida toda para para ser feliz, de quem tem todo tempo do mundo no círculo que se formava na poeira. A leveza, que com o fardo da vida nas costas, perdi. Tinha alegria de quem sabe ser feliz e valorizar as coisas pequenas, de quem não precisa de mais do que outro sorriso pra sorrir tambem, de quem ganha o mundo quando fecha os olhos e abre os braços. A alegria, que com as pequenas pedras da vida, perdi. Tinha a paz… Ah a paz de quem tem a mente focada nos passos da dança que ela mesmo invetava enquanto eu observava, de quem senti conforto na multidão, de quem reconhece o poder do abraço, de quem vê, nos braços que a cercavam, proteção inoxidável. A paz, que com a guerra contra ninguém para sempre mais alguém, perdi.
E quando vento soprou seu cabelos eu pode ver seu rosto, tão angelical, meigo… Ela me sorriu… e aquele sorriso me devolveu a leveza, a alegria e a paz que perdi. Aquele rosto… lembra uma foto antiga, de uma mulher, vestido de crochê, cabelos negros, segurando uma criança tão linda como esta… Tão Linda como… como… Era ela. Era a criança, a mesma criança… Mas e a mulher? Aquele sorriso sofrido, mas feliz, aquelas mão calejadas, tão macias, aquele semblante… Era minha mãe. Oh mãe. Entam… Aquela criança era eu. Nossa, como eu era feliz, como a simplicidade me tocava, como meu sorrir fluia, como voava, como me perdi de mim?
Ei, menino! Ei, EU!? Onde você está, que lugar é esse? Onde nós estamos?
E ela (Eu) com uma voz tão doce (que os gritos de dor na vida baixou tantas oitavas) disse: Você, eu não sei, se perdeu… se entregou aos sofrimentos inúteis da vida, relevou irrelevancias, esqueceu como ser feliz, e eu não entendo o por quê. É tão simples… é só fechar os olhos, abrir os braços e dançar… Dança comigo? Sonha comigo?
E ela me tomou pela mão e peguei a dançar… eu já sabia o rítmo, mesmo sem música, eu já sabia os passos, mesmo sem ensaiar… eu já sabia sonhar, mesmo sem lembra…
E aquele foi o dia mais perfeito da minha vida.
Mas onde eu te encontro? Que lugar é esse?
O sorriso se desfez, ela me olhou… senti na alma…: Eu sempre estive aqui. Sempre, você que esqueceu o caminho daqui e nunca mais me chamou para brincar.
Mas onde te vejo, quando, como?

E o despertador tocou, a vida tirana me esperava…
Abri os olhos e já não via mas o fundo do meu coração…

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3 Comentários leave one →
  1. 15/02/2011 12:53

    A porta dos sonhos…
    Sempre achei que os sonhos são portas para dentro de nós mesmos. Medos, perdas, culpas e a simples vontade, desejo ardente de voltar a ser o que nos fez feliz…
    Ou que nos faria feliz.

    Se houvesse uma terra do nunca, onde pudessemos replantar as alegrias e despreocupações que tinhamos…
    mas não há. E se há, não nos apresentaram de um modo concreto.
    Nos resta crescer então, essa mutilação.
    Mas é bom saber, que lá no fundo, ainda restou vestígios de nossos tempos dourados…
    adorei seu texto, adoro ler algo que não só me toque com as palavras
    mas que me faça pensar e repensar.

  2. Alana permalink
    28/01/2011 20:39

    desperta*…ops’ tava erradoo!

  3. Alana permalink
    28/01/2011 20:37

    Ameii..isso me passou que não devemos despestar de um sonho..E se sonho for parecido com esse,já sabe não acordaaar…kkkkkkkkk’
    beijos

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