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Ao Imortal

14/11/2010

A solidão te assola no meio da multidão. Teu alicerce se dissocia, derepente dois lados onde antes era um só, a bifurcação que surge em teu caminho mais parece um entroncamento. Caminhos óbvios, caminhos certos, errados, caminhos. Hoje já não faz mas sentido saber se era o certo ou não, apenas cabe a inferência: foi o caminho escolhido. E nesse momento se nota que o que se diziam sólidas bases, se reduziram a pó.

Teu futuro promissor já não te reservava os sonhos da tua geração. Mas guardava-te teus dizeres. Exemplos de família te inspiraram a dramatizar tua vida, convergindo ao mesmo ponto trágico. Teus sonhos de criança te aguardavam, independente de quão trágicos eram… mas estavam lá.

As ondas lentas, tuas neurotransmissões retardadas, efeitos que te enfeitiçaram e foram, em certo ponto, teu atalho e caminho de fuga. Fugia de que? Mas tarde descobriria que, talvez, de ti. As mais lentas percepções que o álcool te proporcionou, faziam tua vida andar mais lento… assim demoraria mais chegar ao tão próximo fim.

O encontro com o gunge, “era isso que eu estava procurando”, te deu um novo objetivo, um novo caminho. Agarra. Enfim se tornar o maior, enfim te eternizar com teu trabalho, com teus dedos dedilhar tantas almas, com tua voz, acordar corações. Enfim, tinha um antigo carma, palavras declamadas, levaste a sério. Mas o percebeste, e tua justiça acima até mesmo de ti.

Teu amor, teu maior e mais puro amor subseqüente. Nada te desprendia da obceção. Crescia, e bom saber que te enchia, ainda assim, de novos sonhos e projetos, apesar de inacabados. Viagens com combustíveis opiácios, te davam o prazer que já não encontravam em ser. Daí partindo tua alma e tua carreira, teu ser e  teu ser, divergiram a partir de ti, considerando coordenadas verticais.

Tuas virtudes acima de tudo, tua empatia, presente em tuas ultimas palavras: Peace, love, Empathy. Tal empatia, ligada a tuas concepções e à fidelidade inabalável a tuas crenças. Partes das presença dos pobres mortais, imcompreendedores de ti, baseado na injustiça que ti era a enganação, injustiça tal que teu coração era pouco pra manter, o retrocesso incontável, seguir, era seguir rumo a liberdade. A unica coisa que te libertaria. Pólvora, chumbo, sangue. Vai. Fora desse mundo, foste, mas contigo não levaste o amor dos teus seguidores. Mais uma grande letra, uma grande história, a música em ré menor que fala de um jovem que morreu jovem e foi belo eternamente, e que o amor pelos outros era maior que o seu próprio coração. Foi ser livre e virou eterno.

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2 Comentários leave one →
  1. victormaraujo permalink*
    15/11/2010 14:52

    Kaio, você leva mesmo jeito pra coisa

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