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Medos e correntes

12/11/2010

Tenho tanto medo desse céu tão negro
Mas, só hoje, eu queria que essa corrente fria
Me levasse para além das restritas mentes
Queria, só por uma vez, chegar bem perto de céu
Deslizar entre as estrelas, me encher de brilho
Tocar o céu melar meu dedo com toda aquela tinta
E colocava na língua, para saber qual o sabor do céu

Tenho tanto medo desse tão imenso mar
Ainda admiro a unica coisa que me faz pequeno
Só por hoje, queria viajar numa corrente
Procurar seus mistérios e me encontrar na imensidão
No mais remoto de sua profundeza e chegar a conclusão
De que o oceano é como a alma dos homem:
Quanto mais fundo, mais frio e obscuro

Tenho tanto medo da tempestade fria
Apesar da incomparável melancolia seguinte
Que transmite paz de dentro pra fora
Só por hoje, queria estar livre das correntes da codulta
E, simplesmente, abrir os braços na chuva e sentir liberdade
Girar sobre meu eixo e dançar a mais bela valsa jamais composta
E ser um bailarino desviando das gotas que lavam minh’alma

Tenho tanto medo de ter medo
Mas aquele medo é o cadeado das correntes
Que me prendem a uma vida de sonhos
Se eu perder o medo do meu medo
As correntes do meu medo me prenderão a desilusão
Sempre haverão medos e correntes
A questão está em descobrir a que quer se prender

E que cada prisão nos ofereça liberdade e proteção

 

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